Para Gentil Menezes,
que me ensinou o caminho do cinema.

A cidade dentro do rio, a rua esticada até o pé do Morro do Alecrim, o casarão de morada inteira na Rua Aarão Reis, o quintal com cheiro de sapoti, goiaba, ata e manga. A máquina modelo Remington para teclar poemas, o relógio de pêndulo Regulador marcando o tempo para frente, a vitrola estéreo console tocando “Coroné Antonio Bento”, a biblioteca de sonhos. A geladeira Brastemp-Imperador, que fabricava água geladinha. O sapato de couro alemão, o nó de gravata Windsor, a camisa de linho pele de ovos, o chapéu Panamá Borsalino.

A galinhada na mesa de domingo, a algaravia na segunda-feira de aulas, noites de brincar a sério, de inventar histórias, dias de se fazer de peixe e mergulhar no Riacho do Ouro. O dobre dos sinos da catedral na hora do Ângelus, a percussão dos tambores de Maria Fininha varando madrugadas. Minha mãe, Ana; meu pai, Gentil; minhas irmãs, Silvana, Janice, Sofia
e Luciana; meus irmãos, Ronald e Marcos; e Nezinha, de todas as santas.

Depois, o amor se desdobrou para Kathia e se multiplicou: Renata, Pablo e Ruan. Os netos se expandem: Guilherme, Giovana, Vítor, Graziela e Analu.
A tudo isso, minha ternura e gratidão por tudo o que sou.

Cinemascópio (deslize para ação)


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